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COVID-19

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PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES

1 Estou com sintomas leves, como tosse, febre baixa e coriza. O que fazer?

Não vá para unidades hospitalares ou de urgência e emergência. No momento, o protocolo do Ministério da Saúde indica que essas unidades priorizem atendimentos a casos graves. Com esses sintomas você não estará classificado para realizar o teste de confirmação de coronavírus. Portanto, não fará o exame e estará em uma área de maior chance de contaminação. A orientação é buscar atendimento ou, ao menos, contato com seu médico pessoal e fazer o tratamento em casa. Em geral, a recomendação é hidratar-se bastante, ter uma alimentação saudável, repousar e ficar em isolamento domiciliar.

É muito importante que você evite contato com outras pessoas, especialmente idosos e doentes crônicos, para não propagar o vírus caso realmente esteja infectado. Como ainda não existe vacina e o tratamento é sintomático, na grande maioria dos casos, o diagnóstico através do exame específico nesse estágio de circulação do vírus não mudará o tratamento. Portanto, siga as orientações do seu médico e permaneça em casa.

Veja aqui o vídeo e entenda por que é importante ficar em casa e só procurar atendimento médico em casos graves.

2 Tenho uma cirurgia eletiva programada ou tenho a intenção de fazer uma em breve. Como proceder?

A recomendação é que todos os procedimentos eletivos, aqueles que não são de urgência, não sejam realizados durante este período de pandemia. Consulte seu médico para entender o seu caso, mas neste momento, os leitos cirúrgicos e hospitalares serão priorizados para os casos graves de coronavírus. Além disso, há o risco de você se infectar com o vírus em uma unidade hospitalar.

3 Por que o governo está recomendando não sair de casa?

Para evitar a propagação intensa do vírus, ou seja, o aumento muito rápido do número de casos, o que pode causar colapso nas redes de atendimento para os casos mais graves. Essas medidas foram tomadas de forma tardia na China e Itália, mas surtiram efeito. O quanto antes forem aplicadas aqui no Brasil, maiores as chances de reduzir os impactos do coronavírus. Portanto, uma das melhores formas de combater o coronavírus é evitar aglomerações e ambientes fechados. Cada um tem a responsabilidade individual para a proteção de toda sociedade.

4 Como posso me prevenir para não pegar o vírus?
  • Lave as mãos com frequência com água e sabão por cerca de 20 segundos. Caso não tenha onde fazê-lo, use álcool 70% em gel;
  • Cubra o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, de preferência usando lenço descartável. Na ausência de lenço, prefira usar a região interna do cotovelo para abafar a tosse/espirro do que as mãos;
  • Evite tocar seu rosto, especialmente olhos, nariz e boca, sem ter higienizado as mãos, pois essa é uma das formas do vírus penetrar no organismo;
  • Evite contato com pessoas que apresentem sintomas de infecções respiratórias, pois podem estar com covid-19 sem saber;
  • Evite aglomerações ou ambientes fechados, pois a chance de haver pessoas infectadas aumenta muito e a transmissão do vírus é facilitada pela proximidade;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, copos ou garrafas, pois eles podem estar contaminados com o vírus;
  • Mantenha os ambientes bem ventilados, pois isso diminui o risco de transmissão.
5 Devo ir a consultas e exames que não são urgentes, mas estão agendados?

A orientação no momento é que não. O isolamento e distanciamento sociais são fundamentais nessa fase de tentativa de contenção do vírus e, portanto, todas as atividades que não sejam essenciais, inclusive consultas e exames, devem ser postergadas. A própria ANS, agência que regula o sistema de saúde suplementar, faz essa recomendação. Leia mais.

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FAQ

Sobre
O que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.

O que é COVID-19?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Como nunca tivemos contato com o vírus antes, não temos imunidade contra ele.

Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, tosse seca e cansaço. Outros sintomas menos comuns e que podem afetar alguns pacientes incluem dores, congestão nasal, dor de cabeça, conjuntivite, dor de garganta, diarreia, perda de paladar ou olfato e erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.
Algumas pessoas são infectadas, mas apresentam apenas sintomas muito leves.
A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento hospitalar. Cerca de uma em cada cinco pessoas que adquire COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar. As pessoas idosas e as que têm problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos e pulmonares, diabetes ou câncer, têm maior risco de desenvolver doenças graves. No entanto, qualquer pessoa pode pegar o COVID-19 e ficar gravemente doente.

Pessoas de todas as idades que apresentam febre e/ou tosse associada a dificuldade em respirar, falta de ar, dor ou pressão no peito, perda de fala ou movimento devem procurar atendimento médico imediatamente. Se possível, é recomendável ligar primeiro para o médico ou serviço de saúde, para que o paciente possa ser encaminhado para a clínica certa.

Quão grave é a COVID-19?

Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80% ou mais) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolvê-la em sua forma mais grave. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas). Pessoas idosas (principalmente acima de 70 anos) e as que apresentam doenças crônicas – por exemplo: pressão alta, doenças respiratórias crônicas, problemas cardíacos, diabetes, problemas renais e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como as que estão em tratamento para câncer – têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória mais grave.

Como a COVID-19 é transmitida?

As pessoas podem pegar a COVID-19 de outras pessoas que têm o vírus. A doença se espalha principalmente de pessoa para pessoa através de pequenas gotas do nariz ou da boca, que são expelidas quando uma pessoa com COVID-19 tosse, espirra ou fala. Essas gotículas são relativamente pesadas, não se espalham para muito longe e rapidamente se depositam nas superfícies e chão. As pessoas podem se contaminar caso respirem essas gotículas de uma pessoa infectada pelo vírus. É por isso que é importante ficar a pelo menos um metro de distância dos outros. Essas gotículas podem pousar em objetos e superfícies ao redor da pessoa, como mesas, maçanetas e corrimãos. As pessoas podem ser infectadas ao tocar nesses objetos ou superfícies e depois tocar nos olhos, nariz ou boca. Por isso é tão importante lavar as mãos regularmente com água e sabão ou limpar com álcool gel a 70%.

A Organização Mundial da Saúde tem avaliado pesquisas continuamente para entender todas as possibilidades de transmissão do vírus.

Pessoas sem sintomas podem transmitir o coronavírus?

A principal maneira pela qual a doença se espalha é através de gotículas respiratórias expelidas por alguém que está tossindo. O risco de contrair COVID-19 de alguém sem sintomas é baixo. No entanto, muitas pessoas com COVID-19 experimentam apenas sintomas leves, isto é particularmente verdade nos estágios iniciais da doença. Portanto, é possível contrair COVID-19 de alguém que tenha, por exemplo, apenas uma tosse leve e não se sinta doente, por exemplo.

Posso pegar a COVID-19 se tiver contato com fezes de alguém com a doença?

O risco de pegar COVID-19 nas fezes de uma pessoa infectada parece ser baixo. Embora as investigações iniciais sugiram que o vírus possa estar presente nas fezes em alguns casos, a disseminação por essa via não é uma característica principal do surto. Como isso é um risco, no entanto, é outro motivo para limpar as mãos regularmente, depois de usar o banheiro e antes de comer.

Posso pegar o coronavírus comendo alimentos preparados por outras pessoas?

Os coronavírus foram detectados nas fezes de certos pacientes, portanto, atualmente não podemos descartar a possibilidade de transmissão ocasional de manipuladores de alimentos infectados. Entretanto, podemos afirmar que o risco da transmissão por alimentos contaminados poderá acontecer caso o alimento tenha sido exposto à secreção respiratória de uma pessoa contaminada. Se você tem dúvida, faça a limpeza do alimento antes de consumi-lo. Para alimentos cozidos, o risco seria muito menor. Para alimentos que serão consumidos in natura, como folhas e frutas, a higienização é feita como preconiza a segurança alimentar: lavar em água corrente para retirar sujeiras, parasitas e pequenos insetos e depois deixar de molho em solução clorada por 15 minutos, em média. Só então enxaguar em água corrente.

Humanos podem ser contaminados por coronavírus por fonte animal?

Embora tenha havido um caso de cachorro infectado em Hong Kong, até o momento não há evidências de que cachorro, gato ou qualquer outro animal de estimação possa transmitir a COVID-19. O coronavírus se espalha principalmente por gotículas produzidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Ainda, é recomendável que se evite contato direto com animais selvagens e com superfícies em contato com eles e se mantenham boas práticas de segurança alimentar ao manusear carnes cruas.

Há especulações de que, quando o verão chegar e o clima esquentar, o vírus não sobreviverá, mas ainda não sabemos se isso é verdade. O clima ou a temperatura interna afetam a sobrevivência do novo coronavírus em superfícies?

Atualmente, não existem evidências de redução da transmissão viral em climas quentes ou temperados.

Qual a chance de eu pegar a COVID-19?

O risco está diretamente relacionado a sua localização e, mais especificamente, se existe um surto de COVID-19 na sua região. Entretanto, evidências mostram que a doença está espalhada por todo o mundo. Governos e autoridades de saúde estão tomando medidas vigorosas toda vez que um novo caso de COVID-19 é identificado. Certifique-se de cumprir todas as restrições locais sobre viagens, movimento ou grandes aglomerações. A cooperação com os esforços de controle de doenças reduzirá o risco de pegar ou espalhar a COVID-19. Os surtos de COVID-19 podem ser contidos e a transmissão interrompida, como foi mostrado na China e em alguns outros países. Infelizmente, novos surtos podem surgir rapidamente. É importante estar ciente da situação da pandemia na sua região ou para o local aonde você pretende se deslocar. O Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde Estaduais publicam atualizações diárias sobre a situação da COVID-19 em todo o Brasil.

Quem está em risco de desenvolver doenças graves?

As informações disponíveis atualmente apontam que o novo coronavírus pode causar sintomas leves e semelhantes aos da gripe, além de doenças mais graves. Os pacientes apresentam uma variedade de sintomas: febre (83%-98%), tosse (68%) e falta de ar (19%-35%). Com base nos dados atuais, 81% dos casos parecem ter doença leve ou moderada, 14% parecem progredir para doença grave e 5% são críticos. Pessoas idosas e com condições de saúde pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabetes) parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que outros.

Quais são os riscos especiais de COVID-19 para mulheres grávidas?

A taxa de infecção e a progressão para doença grave em mulheres grávidas é semelhante a de mulheres adultas não grávidas. As mesmas medidas de proteção contra a transmissão do vírus se aplicam a ambas. Até agora, nenhuma transmissão da mãe para o feto foi descrita. O parto vaginal deve ser encorajado quando a mãe e o bebê não estão gravemente doentes. Medidas rígidas de proteção (máscaras faciais, higiene das mãos) devem ser observadas para proteger o recém-nascido e a equipe de saúde durante e após o parto. A separação da mãe e do bebê e a amamentação devem ser discutidas caso a caso. O recém-nascido deve ser protegido da infecção pela mãe, tanto quanto possível. Se a mãe desejar esgotar seu leite ou amamentar, a desinfecção da mama deve ser adicionada aos métodos de proteção mencionados.

Fumantes e usuários de produtos de tabaco correm maior risco de infecção por COVID-19?

É provável que os fumantes sejam mais vulneráveis à COVID-19, pois o ato de fumar significa que os dedos (e possivelmente os cigarros contaminados) estão em contato com os lábios, o que aumenta a possibilidade de transmissão do novo coronavírus da mão para a boca. Os fumantes também podem já ter doença pulmonar ou capacidade pulmonar reduzida, o que aumentaria muito o risco de doença grave.

Outros produtos para fumar, como bongs, que geralmente envolvem o compartilhamento, podem facilitar a transmissão da COVID-19 em ambientes comunitários e sociais.

Condições que aumentem as necessidades de oxigênio ou reduzem a capacidade do corpo de usá-lo adequadamente colocam os pacientes em maior risco de doenças pulmonares graves, como pneumonia.

Diagnóstico e Tratamento
O que significa um caso suspeito de COVID-19?

Pessoas que apresentem febre, tosse seca e cansaço, além de outros sintomas menos comuns como dores, congestão nasal, dor de cabeça, conjuntivite, dor de garganta, diarreia, perda de paladar ou olfato e erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés.

Algumas pessoas podem estar infectadas e apresentarem sintomas muito leves.

Caso você se sinta doente, com sintomas de gripe, evite contato físico com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos. Fique em casa isolado também dos demais familiares ou contactantes domiciliares por 14 dias. Só procure um hospital de referência se estiver com desconforto respiratório e falta de ar.

O que devo fazer se tiver sintomas de COVID-19 e quando devo procurar atendimento médico?

Se você tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, geralmente não há necessidade de procurar atendimento médico. O ideal é ficar em casa, fazer autoisolamento (conforme as orientações das autoridades nacionais), e monitorar seus sintomas.
No entanto, se você mora em uma área com malária ou dengue, é importante não ignorar os sintomas da febre. Procure ajuda médica. Ao comparecer ao serviço de saúde, use uma máscara, se possível, mantenha pelo menos 1 metro de distância de outras pessoas e não toque nas superfícies com as mãos. Se for uma criança que estiver doente, ajude-a a seguir esta orientação.
Procure atendimento médico imediato se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito. Se possível, ligue para o médico ou unidade de saúde com antecedência, para que possa ser direcionado para o centro de saúde adequado.

O que é um caso confirmado de COVID-19?
  • LABORATORIAL: caso suspeito ou provável com resultado de exame positivo
  • CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO: caso suspeito ou provável com histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado laboratorialmente por COVID-19, que apresente febre OU pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios, nos últimos 14 dias após o contato, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

Alerta-se que a febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que, em algumas situações, possam ter utilizado medicamento antitérmico.

O que é um caso curado de COVID-19?

Diante das últimas evidências, o Ministério da Saúde define que são curados:

  • Casos em isolamento domiciliar: casos confirmados que passaram por 14 dias em isolamento domiciliar, a contar da data de início dos sintomas E que estão assintomáticos
  • Casos em internação hospitalar: diante da avaliação médica
Qual é o período de incubação do coronavírus?

Um período de incubação é o tempo entre ser infectado e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais sugerem que os sintomas da COVID-19 geralmente aparecem em cerca de cinco dias ou menos na maioria dos casos, mas o intervalo pode estar entre um e 14 dias.

Quem deve fazer o exame para confirmação?

O exame para COVID-19 deve ser feito somente quando solicitado pelo médico, que vai levar em conta a história e o tempo de evolução da doença para indicar qual o exame mais indicado. É importante que o médico interprete o resultado do exame, pois o fato de ser negativo não confirma, necessariamente, ausência de doença.

Posso fazer exames preventivos?

Não existe indicação para realização de exames preventivos para COVID-19. Se não houver sintomas, não há necessidade do exame específico.

Como diferenciar gripe comum de COVID-19?

Os sintomas de COVID-19 – incluindo febre, tosse e dificuldade em respirar – são semelhantes aos de outros vírus da gripe e resfriado. Nesse momento, a decisão de fazer o exame para identificar COVID-19 depende do status clínico do paciente e do status da epidemia em uma localização geográfica específica. Uma história de viagens, especialmente viagens internacionais para uma das áreas mais afetadas, ainda é importante, mas isso está evoluindo à medida em que o surto se desenvolve internamente. O contato próximo com alguém que viajou para essas áreas ou com alguém que foi diagnosticado com COVID-19 são outras considerações. A avaliação dos sintomas de resfriado e gripe também inclui testes para vírus respiratórios de rotina, especialmente influenza. Em geral, se você não tem sintomas e normalmente não procura atendimento médico com base no que sente agora, não precisa de avaliação ou teste para COVID-19.

O que as pessoas devem fazer se acham que têm coronavírus ou se um filho possa estar infectado?

Se você tem um médico de referência ou pediatra, ligue primeiro para ele para obter aconselhamento adequado. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter coronavírus, você poderá entrar em contato com seu plano de saúde ou o Disque Saúde 136 – do Ministério da Saúde e obter a orientação adequada para o seu caso. É recomendável que somente pessoas com sintomas mais intensos de doença respiratória procurem atendimento médico no pronto-socorro. Os sintomas graves são batimento cardíaco acelerado, pressão arterial baixa, temperaturas altas ou muito baixas, confusão mental, dificuldade em respirar, desidratação grave. Idealmente ligue antes para informar ao pronto-socorro que você está a caminho para que a equipe esteja preparada para sua chegada.

Existe um tratamento disponível para o coronavírus?

Atualmente, não há tratamento antiviral específico para esse novo coronavírus. Existem vários ensaios clínicos em andamento que incluem medicamentos tradicionais. O tratamento é, basicamente, suportivo, o que significa administrar líquidos, remédios para reduzir a febre e, em casos graves, oxigênio suplementar. Pessoas que ficam gravemente doentes com COVID-19 podem precisar de respirador para ajudá-las a respirar. A infecção bacteriana pode complicar essa infecção viral. Os pacientes podem necessitar de antibióticos nos casos de pneumonia bacteriana, além de COVID-19. Os tratamentos antivirais usados para HIV e outros compostos estão sendo testados. Não há evidências de que suplementos, como vitamina C ou probióticos, ajudem a acelerar a recuperação. Não se recomenda a automedicação com nenhum medicamento, incluindo antibióticos, como prevenção ou mesmo cura da doença. Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para obter um diagnóstico e iniciar o tratamento. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência estadual para isolamento e tratamento. Os casos suspeitos leves que não necessitam de hospitalização poderão ser acompanhados pela Atenção Primária, que instituem medidas de precaução domiciliar. Contudo, é necessário avaliar cada caso.

Prevenção
O que posso fazer para me proteger e impedir a propagação de doenças?

Medidas de proteção para todos

Você pode reduzir suas chances de ser infectado ou espalhar COVID-19 tomando algumas precauções simples:

  1. Lave regularmente e cuidadosamente, por pelo menos por 20 segundos, as mãos com água e sabão ou higienize com solução à base de álcool. Por quê? Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool nas mãos mata o vírus que pode estar nelas.
  2. Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Por quê? Quando alguém tosse ou espirra, pulveriza pequenas gotas líquidas do nariz ou da boca, que podem conter vírus. Se você estiver muito próximo, poderá respirar as gotículas, incluindo o novo coronavírus, se a pessoa que tossir tiver a doença.
  3. Evite tocar nos olhos, nariz e boca. Por quê? As mãos tocam muitas superfícies e podem pegar vírus. Uma vez contaminadas, elas podem transferir o vírus para os olhos, nariz ou boca. A partir daí, o vírus pode entrar no seu corpo e deixá-lo doente.
  4. Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o braço ou lenço descartável quando tossir ou espirrar. Em seguida, descarte o lenço usado imediatamente. Por quê? Gotas espalham vírus. Ao seguir uma boa higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor contra vírus como resfriado, gripe e COVID-19.
  5. Fique em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico e ligue com antecedência. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local. Por quê? As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área. Ligar com antecedência permitirá que seu médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também irá protegê-lo e ajudar a evitar a propagação de vírus e outras infecções.
  6. Se você desenvolver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure orientação médica imediatamente, pois isso pode ocorrer devido a uma infecção respiratória ou outra condição mais séria. Se possível, ligue previamente para o seu médico ou para o serviço de referência da sua região ou plano de saúde. Por quê? Ligar com antecedência permitirá que o médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também ajudará a evitar a possível propagação da COVID-19 e outros vírus.
Devo usar uma máscara facial para proteger contra o coronavírus?

Em alguns estados do Brasil, a máscara é de uso obrigatório em locais públicos. Assim, recomenda-se a utilização de máscara facial sempre que tiver que sair de casa para ambientes públicos. As pessoas que usarem máscaras devem seguir as boas práticas de uso, remoção e descarte, assim como higienizar adequadamente as mãos antes e após a remoção. Devem também lembrar que o uso de máscaras deve ser sempre combinado com as outras medidas de proteção.

O Ministério da Saúde recomenda, também, o uso de máscaras caseiras no enfrentamento do novo coronavírus. Pesquisas têm apontado que a sua utilização impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos. Nesse sentido, sugere-se que a população possa produzir as suas próprias máscaras em tecido de algodão, tricoline, TNT, ou outros tecidos, que podem assegurar uma boa efetividade se forem bem desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que esteja bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

Como colocar, usar, tirar e descartar uma máscara?

– Antes de tocar na máscara, limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou água e sabão
– Pegue a máscara e verifique se está rasgada ou com buracos
– Oriente qual lado é o superior
– Assegure-se de que o lado correto da máscara está voltado para fora
– Coloque a máscara no seu rosto. Dependendo do modelo, aperte a tira de metal ou a borda rígida da máscara para que ela se adapte ao formato do seu nariz
– Puxe a parte inferior da máscara para que ela cubra sua boca e seu queixo
– Após o uso, retire a máscara. Remova as presilhas elásticas por trás das orelhas, mantendo a máscara afastada do rosto e das roupas, para evitar tocar nas superfícies potencialmente contaminadas da máscara
– Descarte a máscara em uma lixeira fechada imediatamente após o uso. Higienize as mãos depois de tocar ou descartar a máscara
– Se for de tecido, lave a máscara usando água e sabão e faça o enxágue em água corrente. Deixe secar bem. Em seguida, passe ferro quente e guarde em saco plástico limpo para a próxima utilização

Devo evitar de viajar de avião?

Neste momento, a maioria das viagens aéreas pelo mundo todo está restrita. Obviamente, se alguém tiver febre e sintomas respiratórios, essa pessoa não deve voar. Assim como qualquer pessoa que tenha febre e sintomas respiratórios e voe de qualquer maneira deve usar uma máscara em um avião.

Existe uma vacina disponível para o coronavírus?

Embora nenhuma vacina esteja disponível até este momento, vários países estão fazendo uma força-tarefa para desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a COVID-19. Conforme as últimas notícias veiculadas pela OMS, atualmente a estimativa de tempo para disponibilização de uma vacina eficaz é de aproximadamente 18 meses

Como fazer compras com segurança?

Mantenha pelo menos 1 metro de distância dos outros e evite tocar nos olhos, boca e nariz. Se possível, higienize as alças dos carrinhos de compras ou cestas antes de tocá-las. Lave bem as mãos após chegar e casa e depois de manusear e armazenar os produtos adquiridos. É recomendável a higienização das embalagens e produtos antes de guardá-los.  

Como prevenir o novo coronavírus – dicas gerais
  • Ainda não existe uma vacina para prevenir a infecção por coronavírus. As orientações de prevenção são as mesmas de outras doenças de transmissão via respiratória
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas de infecção respiratória aguda (tosse, coriza, febre)
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, principalmente após ter contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar. Se não houver água e sabão, usar um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel
  • Usar lenços descartáveis para higiene nasal (nada de lencinhos de pano!) e descartá-los logo após a utilização
  • Cobrir nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir de preferência com um lenço de papel (e descartar no lixo)
  • Na falta de lenço de papel, preferir usar o braço para cobrir nariz e boca. Evite cobrir com a mão, pois é mais comum encostar em outras pessoas ou objetos com ela
  • Se usar as mãos para cobrir, lave-as sempre após tossir ou espirrar
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas
  • Manter ambientes muito bem ventilados
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocados com frequência
  • Evitar contato com animais selvagens ou doentes
  • Evitar cumprimentar pessoas com apertos de mão. Prefira um aceno acompanhado de um sorriso
A maior parte da humanidade será infectada pelo novo coronavírus?

É provável que e a maioria dos seres humanos seja infectada. Mas uma pergunta é superimportante: quanto tempo levará para que isso aconteça? Se isso ocorrer em curto espaço de tempo, todos os hospitais ficarão sobrecarregados e as pessoas não serão tratadas por coronavírus ou outras doenças. Se for muito rápido, será um desastre sem precedentes. No entanto, se fizermos o melhor possível em termos de prevenção, praticando o distanciamento social, reduzindo as viagens, não indo para o trabalho quando estivermos doentes, poderemos retardar a propagação da doença. Se a mesma infecção se espalhar em 60 a 70% da população global por três anos, os hospitais não ficarão sobrecarregados, as pessoas poderão ser tratadas adequadamente e teremos tempo para desenvolver uma vacina – é uma história completamente diferente. Acontecer rápido ou devagar é potencialmente a diferença entre um evento no nível da gripe espanhola de 1918 e um evento no semelhante ao da temporada de gripe ruim. Nós podemos ter o controle sobre isso!

Loló e cocaína podem matar o coronavírus?

Não. Fake news recomendando o uso de drogas ilícitas e prejudiciais à saúde estão sendo enviadas via aplicativos de mensagens e redes sociais. Não existe qualquer comprovação científica sobre o uso de drogas como loló (mistura de éter e clorofórmio) ou cocaína no tratamento da doença. Pelo contrário: as drogas podem fragilizar ainda mais o sistema respiratório. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

Chá de erva-doce pode matar o coronavírus?

Não. Fake news com suposta orientação de médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e do Hospital São Domingos já foram desmentidas pelas instituições. Mensagens falsas que citavam o chá de erva-doce como cura para o vírus H1N1 em 2018 voltaram a circular após a confirmação de casos de coronavírus no Brasil. Não há nenhuma comprovação científica quanto ao seu uso como medicamento contra o H1N1 ou com o mesmo efeito do Tamiflu. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

A OMS e a Opas divulgaram uma receita de gel pra fazer em casa?

Não, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) não divulgaram receita de gel para fazer em casa. Esse processo de produção caseira pode, inclusive, ser prejudicial à saúde. A recomendação dessas instituições é lavar as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool. Tanto álcool em gel quanto água e sabão são eficazes para matar vírus que podem estar nas mãos ou outra parte do corpo.

*Para combater as fake news sobre saúde, o Ministério da Saúde está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira. Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.